A Roma antiga deu muitas contribuições duradouras para a cultura mundial, mas também absorveu o conhecimento dos povos que conquistou. Assim, por exemplo, muitas das suas ideias sobre arte foram tomadas dos gregos antigos. Muitos dos deuses cultuados pelos romanos eram divindades gregas que eles renomeavam. Mais tarde, Roma adotou o cristianismo, religião vinda do Oriente Médio.
A pintura, a escultura e outras formas de arte foram importantes para os romanos. Seus arquitetos construíram prédios enormes, como o Coliseu, fundamentais para a vida romana.
Os escritores romanos dedicaram-se à história, ao teatro e à poesia. Do latim, que era a antiga língua romana, muitos outros idiomas derivaram. Conhecidos como línguas latinas, eles compreendem o francês, o espanhol, o português, o italiano e o romeno, além de outros menos falados. Hoje em dia, é com o alfabeto latino que escrevemos, não só nos idiomas derivados do latim mas em muitas outras línguas, como o finlandês, o inglês e o turco.
A Queda
Nesse meio-tempo, o império estava se enfraquecendo. Constantino achava que podia fortalecê-lo se deslocasse o seu centro para longe de Roma. Em 330, ele criou uma nova capital do Império Romano junto à cidade grega de Bizâncio, que batizou de Nova Roma e logo depois recebeu o nome de Constantinopla.
Após a morte do imperador Teodósio I, em 395, o Império Romano se dividiu em dois: o Império Romano do Oriente, com sede em Constantinopla, e o Império Romano do Ocidente, cuja capital era Roma. Muitos grupos de povos não romanos, entre eles os vândalos e os hunos, atacaram o Império Romano do Ocidente. Um povo chegado do norte da Europa, os visigodos, atacou a cidade de Roma em 410. O último imperador ocidental caiu em 476. Com isso, o Império Romano do Ocidente acabou. O Império Romano do Oriente continuou, com o nome de Império Bizantino, até 1453.
IDADE MÉDIA
A
Idade
Média pode ser
definida como o período compreendido entre a queda do Império Romano do Ocidente, em 476, e a queda de Constantinopla, capital do Império Bizantino. A cidade
foi conquistada pelas turco-otomanas em 1453, havendo ao mesmo tempo a formação
dos Estados Nacionais europeus, dando início ao período chamado de Idade
Moderna.
Porém, essa divisão temporal diz respeito à Europa, já que não
se pode falar de uma Idade Média na América pré-colombiana, por exemplo. Foram
historiados europeus que procederam a essa divisão da história do mundo, tendo
por base as alterações verificadas ao longo do tempo nesse continente.
A Idade
Média é dividida
em dois períodos. O primeiro período é
o da Alta Idade Média, compreendido entre os séculos V ao XI, e o segundo é o
da Baixa Idade Média, ocorrido entre os séculos XII ao XV.
A Alta
Idade Média, iniciada com a queda do Império Romano do
Ocidente, em decorrência das invasões dos povos bárbaros, foi marcada pelo
processo de ruralizarão da sociedade europeia. Fugindo dos ataques bárbaros, os
povos do Império Romano que viviam nas cidades passaram a se dirigir para o
campo, como forma de se protegerem dos ataques. Com os ataques e a permanência
dos bárbaros nos territórios conquistados, aos poucos foi surgindo uma nova
formação social, resultando da mistura das instituições romanas e germânicas.
Foi nesse período que se formaram os reinos
bárbaros, como o Reino dos Francos, que após um processo de unificação de
algumas regiões deu origem ao
Império Carolíngio. Foi também na Alta Idade Média que a Igreja católica passou
a ter a supremacia religiosa e cultural do continente, transformando-se na
grande instituição dominante do período, já que também possuía grandes
quantidades de terras.
No aspecto da organização econômica e social,
foi na Alta Idade Média que se consolidou o feudalismo enquanto sistema de produção. As
relações de servidão entre senhores e camponeses, e as relações de vassalagem
entre distintos senhores feudais fortaleceram-se nesse longo período da história europeia. É válido
ressaltar ainda que foi nesse período que houve o auge do Império Bizantino e a
expansão da civilização mulçumana.
A Baixa
Idade Média foi o
período em que se iniciou a desintegração do mundo feudal europeu. As consequências
das cruzadas no âmbito comercial proporcionaram um renascimento do comércio com
o Oriente a partir do século XII. Outro renascimento do período foi o
Renascimento Urbano, decorrente do comércio nas feiras do interior do
continente, que levou à expansão das cidades. Essas mudanças resultaram aos
poucos na diminuição do poder cultural católico, abrindo espaço ao conhecimento
baseado no que sobrou da cultura produzida por gregos e romanos, que
encontraram difusão nas universidades criadas a partir do século XII.
O renascimento comercial e urbano levou ainda
à paulatina desintegração do sistema feudal, transformando as relações pessoais
de servidão e vassalagem em relações impessoais mediadas pelo dinheiro,
principalmente dentro das cidades. As alterações nos regimes de trabalho, como
o artesanato nas corporações de ofício, criaram as bases para o surgimento do
capitalismo. O fim da Baixa Idade Média foi ainda marcado pela realização das
Grandes Navegações e pelo início da centralização do poder político que
resultou na formação dos Estados Nacionais.
A Idade Média chegou a ser chamada pelos
pensadores do Renascimento de Idade das Trevas, devido ao suposto
desaparecimento da cultura greco-romana efetuado pelas invasões bárbaras e o
domínio da Igreja. Para esses pensadores, a dominação religiosa havia deixado
na escuridão os conhecimentos antigos. Essa perspectiva não corresponde ao que
realmente aconteceu, já que os conhecimentos antigos foram mantidos, pois caso
contrário esses pensadores não saberiam da existência do conhecimento produzido
por gregos e romanos.
Estrutura Política
Sociedade Medieval
A sociedade era estática (com pouca mobilidade social) e hierarquizada. A nobreza feudal (senhores feudais, cavaleiros, condes, duques, viscondes) era detentora de terras e arrecadava impostos dos camponeses. O clero (membros da Igreja Católica) tinha um grande poder, pois era responsável pela proteção espiritual da sociedade. Era isento de impostos e arrecadava o dízimo. A terceira camada da sociedade era formada pelos servos (camponeses) e pequenos artesãos. Os servos deviam pagar várias taxas e tributos aos senhores feudais, tais como: corvéia (trabalho de 3 a 4 dias nas terras do senhor feudal), talha (metade da produção), banalidades (taxas pagas pela utilização do moinho e forno do senhor feudal).
Economia Medieval
A economia feudal baseava-se principalmente na agricultura. Existiam moedas na Idade Média, porém eram pouco utilizadas. As trocas de produtos e mercadorias eram comuns na economia feudal. O feudo era a base econômica deste período, pois quem tinha a terra possuía mais poder. O artesanato também era praticado na Idade Média. A produção era baixa, pois as técnicas de trabalho agrícola eram extremamente rudimentares. O arado puxado por bois era muito utilizado na agricultura.
Religião na Idade Média
Educação, cultura e arte medieval
A educação era para poucos, pois só os filhos dos nobres estudavam. Esta era marcada pela influência da Igreja, ensinando o latim, doutrinas religiosas e táticas de guerras. Grande parte da população medieval era analfabeta e não tinha acesso aos livros.
As Cruzadas
As Guerras Medievais
A guerra na Idade Média era uma das principais formas de obter poder. Os senhores feudais envolviam-se em guerras para aumentar suas terras e o poder. Os cavaleiros formavam a base dos exércitos medievais. Corajosos, leais e equipados com escudos, elmos e espadas, representavam o que havia de mais nobre no período medieval.
Peste Negra ou Peste Bubônica
Em meados do século XIV, uma doença devastou a população europeia. Historiadores calculam que aproximadamente um terço dos habitantes morreram desta doença. A Peste Negra era transmitida através da picada de pulgas de ratos doentes. Estes ratos chegavam à Europa nos porões dos navios vindos do Oriente. Como as cidades medievais não tinham condições higiênicas adequadas, os ratos se espalharam facilmente. Após o contato com a doença, a pessoa tinha poucos dias de vida. Febre, mal-estar e bulbos (bolhas) de sangue e pus espalhavam-se pelo corpo do doente, principalmente nas axilas e virilhas. Como os conhecimentos médicos eram pouco desenvolvidos, a morte era certa. Para complicar ainda mais a situação, muitos atribuíam a doença a fatores comportamentais, ambientais ou religiosos.
Revoltas Camponesas: as Jacqueries
As torturas da Inquisição
Entre as idades Média e
Moderna, a Igreja estipulou a clara perseguição contra aqueles que
representavam uma ameaça à hegemonia do cristianismo católico. Para cumprir tal
missão, estipulou a criação do Tribunal da Santa Inquisição, que determinava
membros da Igreja para investigarem os possíveis suspeitos do crime de heresia.
Geralmente, a autoridade dos inquisidores era apoiada pelas tropas do governo e
a realização de processos que determinavam a culpa do acusado.
Muitas vezes, mesmo sem um
conjunto de provas bem acabado, uma pessoa poderia ser acusada de transgredir o
catolicismo e, com isso, obrigada a se apresentar a um tribunal. Geralmente,
quando a confissão não era prontamente declarada, os condutores do processo
estipulavam a prisão do acusado. Nesse momento, o possível herege era submetido
a terríveis torturas que pretendiam facilitar a confissão de todos os crimes
dos quais era acusado.
Para muitos daqueles que
observam a prática das torturas ao longo da inquisição, parece bastante óbvio
concluir que tal prática simplesmente manifestava o desmando e a crueldade dos
clérigos envolvidos com esta instituição. Contudo, respeitando os limites
impostos pelo tempo em que viveram os inquisidores, devemos ver que essas
torturas também refletiam concepções teológicas que eram tomadas como verdade
para aqueles que as empregavam.
O “potro” era uma das torturas
mais conhecidas pelos porões da Santa Inquisição. Neste método, o réu era
deitado em uma cama feita com ripas e tinha seus membros amarrados com cordas. Usando
uma haste de metal ou madeira, a corda amarrada era enrolada até ferir o
acusado. Por conta dos vergões e cicatrizes deixadas por esse tipo de tortura,
os inquisidores realizavam-na algumas semanas antes da conclusão final do
processo.
O mais temido instrumento de
tortura era a roda. Nesse método, a vítima tinha seu corpo preso à parte
externa de uma roda posicionada em baixo de um braseiro. O torturado ia
sofrendo com o calor e as queimaduras que se formavam na medida em que a roda
era deslocada na direção do fogo. Em algumas versões, o fogo era substituído
por ferros pontiagudos que laceravam o acusado. Os inquisidores alemães e
ingleses foram os que mais empregaram tal método de confissão.
No pêndulo, o acusado tinha as
canelas e pulsos amarrados a cordas integradas a um sistema de roldanas. Depois
disso, seu corpo era suspenso até certa altura, solto e bruscamente segurado. O
impacto causado por esse movimento poderia destroncar a vítima e, em alguns
casos, deixá-la aleijada. Em uma modalidade semelhante, chamada de polé, o
inquirido era igualmente amarrado e tinha as extremidades de seu corpo
violentamente esticadas.
Em uma última modalidade da
série, podemos destacar a utilização da chamada “tortura d’água”. Neste
aparelho de tortura, o acusado era amarrado de barriga para cima em uma mesa
estreita ou cavalete. Sem poder esboçar a mínima reação, os inquisidores
introduziam um funil na boca do torturado e despejavam vários litros de água
goela abaixo. Algumas vezes, um pano encharcado era introduzido na garganta,
causado a falta de ar.
De fato, os terrores presentes nesses métodos de confissão eram abomináveis e deixam muitas pessoas horrorizadas. Contudo, os valores e a cultura dessa época permitiam a observância da tortura como um meio de salvação daqueles que se desviavam dos dogmas. Não por acaso, muitas sessões eram acompanhadas por médicos que se certificavam de que a pessoa não faleceria com as penas empregadas.
De fato, os terrores presentes nesses métodos de confissão eram abomináveis e deixam muitas pessoas horrorizadas. Contudo, os valores e a cultura dessa época permitiam a observância da tortura como um meio de salvação daqueles que se desviavam dos dogmas. Não por acaso, muitas sessões eram acompanhadas por médicos que se certificavam de que a pessoa não faleceria com as penas empregadas.








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